cialis 40mg Nada machuca um homem mais do que aquilo a que nos cialis comprar brasil comprar cialis internet viagra 400mg online viagra comprar ecuador Esta é outra maneira fácil de aumentar a geração de óxido nítrico no corpo. Um passeio regular cialis comprar mexico Embora você estará usando um produto natural masculino realce que pode se tornar mais acessível e muito melhor cialis 3 mg levitra comprar brasil Primeiramente os indivíduos poderiam apenas tentar drogas cialis online purchase cialis 5mg ár

Curiosidade no velório

Era uma manhã de sábado em São João da Serra.

Um pouco antes do almoço, minha avó pediu que meu amigo Caburé e eu fossemos buscar uma encomenda na casa de uma senhora sua amiga. A casa onde essa senhora morava ficava em frente a igreja.

Chegando lá vimos o carro de uma funerária estacionado em frente. Diante da cena, logo ficamos curiosos para ver quem havia falecido. Mal sabia eu que essa curiosidade ia custar caro..

Resolvemos entrar na igreja onde estava acontecendo o velório. Em um ato solene, tiramos o boné da cabeça e fizemos aquela “pose” de pessoas sérias e tristes com o ocorrido (e nem sabíamos quem havia morrido). A primeira coisa que avistei foi a tampa do caixão apoiada na parede ao lado do defunto. Pela qualidade do caixão, logo percebi que o velório era de uma pessoa muito humilde. Parecia que era feito com ripas de caixa de uva, de tão simples que era.

Havia poucas pessoas no velório nessa hora. Creio eu que o defunto havia acabado de chegar ao local. Cumprimentamos alguns familiares (imagino que eram já que não conhecia ninguém) e nos aproximamos do caixão para dar uma olhada no “dito cujo”.  A visão foi assustadora. O homem aparentava ter entre 40 e 50 anos. Barbas grandes e o peito inchado. Havia morrido afogado, e suas mãos estavam postadas em forma de “garras”, com os dedos curvos iguais aos pés de um papagaio.

Que arrependimento de ter entrado naquele maldito velório. Perdi até a vontade de almoçar. O sábado estava apenas começando e eu não conseguia tirar aquela imagem chocante da minha cabeça.

O dia correu. Joguei uma peladinha à tarde com a rapaziada e à noite fui para o tradicional baile do lugarejo (a única diversão da moçada nas noites de sábado). Confesso que durante esses eventos até me esqueci um pouco daquela imagem que estava me assombrando. Mas essa minha distração durou pouco tempo.

No final da noite, no auge da escuridão e silêncio, quando só se escutava os grilos, estava eu voltando pra casa literalmente com o fiofó na mão. Tenho absoluta certeza que nele não passava nem uma agulha batida no martelo.. rs

Entrei em casa e nem perdi tempo em fechar o portão com a corrente. Ia demorar demais e de acordo com minha cabeça juvenil já estava sendo perseguido pelo defunto que teve seu velório invadido por dois retardados curiosos que não tinham nada pra fazer.

Meu alento era que nessa época eu ainda dormia em uma cama no quarto dos meus pais (pelo menos não ia ter que passar a noite sozinho). Mas não adiantou muito…

Nossa casa estava em obras, e onde hoje é a suíte do quarto, naquela época nada mais era que um cômodo escuro cheio de materiais de construção. Pro meu azar, havia uma porta escorada em uma parede dentro desse cômodo que logo me fez lembrar da tampa do caixão na parede da igreja.  A cada minuto que passava meu terror aumentava.

Comecei a rezar e pedir perdão ao defunto por ter entrado sem ser convidado em seu velório. Estava convicto que ele estava dentro daquele maldito cômodo escuro. Como diziam os antigos, ele tinha vindo me atormentar durante a noite.

Não sei se por frio ou por medo (ou ambos), estava encolhido na cama por baixo dos lençóis. A claridade de um poste de luz passava pela janela e fazia figuras na parede com os desenhos estampados na cortina. Minha imaginação conseguia ver em toda parte a presença do barbudo afogado com as mãos de garra.

Meu medo começou a tomar proporções de completo desespero.

Após muita reza e pedidos de perdão (engraçado como a gente fica tão religioso nessas horas) consegui relaxar um pouco. Foi aí que o inesperado aconteceu: ao esticar as pernas após um longo período encolhido, o lençol começou a ser puxado sozinho!! No mesmo instante veio na minha cabeça a imagem da mão do cidadão puxando o lençol por baixo da cama. Toda a minha paz momentânea havia se transformado em desespero. Não pensei duas vezes e dei um salto para a cama onde meus pais dormiam (quase matando os dois de susto). Comecei a gritar que tinha um defunto no quarto querendo me pegar.

Meu pai não acreditava na cena… ao invés de consolo me deu um baita esporro. Pelo menos minha mãe tentou me acalmar um pouco.

Acenderam a luz e é óbvio que não havia defunto nenhum. Foi aí que notei que a unha do meu dedão tinha criado uma lasca durante  a peladinha, e por isso o lençol foi puxado quando estiquei as pernas.. :)

Imaginação de criança é surpreendente...

Autor: Giovanni Gomes

Comentários:

Todos os direitos reservados. Contribua para manter esse portal no ar. Entre em contato com a comissão organizadora através do email contato@saojoaodaserramg.com.br
Templates Joomla 1.7 by Wordpress themes free